Ubatuba, diversão certa!

Mais de 70 praias, natureza exuberante natural da Mata Atlântica Ubatuba fica no litoral norte de São Paulo, na região Sudeste do Brasil, distante 250 km da capital. Limita-se ao Norte com Paraty (RJ), ao Sul com Caraguatatuba (SP), a Oeste com Cunha, São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra (todas de SP) e a Leste com o Oceano Atlântico. É cercada pela Serra do Mar e sua exuberante Mata Atlântica.

Um contingente interessante de possibilidades, é diversão certa para todos os gostos e idades.

O turista em Ubatuba tem a sua disposição inúmeros roteiros de ecoturismo, passeios em escunas e náutica, ilhas belíssimas, eventos tradicionais, praias maravilhosas, cachoeiras encrustadas na mata praticamente virgem, esportes diversos como surf, mergulho e pesca, muito descanso e relaxamento para quem procura sossego. Tudo isto regado à uma gastronomia variada e de qualidade.

Sua história é rica de fatos interessantes [Veja abaixo a História de Ubatuba]

Abaixo você também vê a relação de praias de Ubatuba, que totalizam 75.

 

Há duas definições sobre a origem do nome derivado em tupi Ybtyba ou Ybatiba. Em ambas concorda-se que "tuba" poderia significar muitas; "uba"entretanto poderia se referir a canoas ou a caniços, de um tipo de taquara comum na região.

 

RELAÇÃO DAS PRAIAS
DE UBATUBA

Almada
Félix
Meio
Alto
Félix (Prainha)
Oeste
Barra ou Palmira
Figueira
Pereque Açú
Barra Seca
Flamengo
Pereque Mirim
Bicas
Flamenguinho
Peres
Bonete
Fora
Picinguaba
Bonete Grande
Fora (Prainha)
Ponta Aguda
Brava da Almada
Fortaleza
Prumirim
Brava do Camburi
Galhetas
Pulso
Brava da Fortaleza
Godoi
Puruba
Brava do Frade
Grande
Raposa
Brava do Sul
Iperoig ou Cruzeiro
Ribeira
Caçandoca
Itaguá
Saco da Mãe Maria
Caçandoquinha
Itamambuca
Saco da Ribeira
Camburi
Itapecerica
Saco das bananas
Cedro
Justa
Santa Rita
Cedro do Sul
Lagoa
Sapé
Costa
Lagoinha
Sete Fontes
Deserto
Lamberto
Sununga
Dionísia
Lázaro
Tenório
Domingas Dias
Léo
Toninhas
Dura
Lúcio ou Conchas
Ubatumirim
Engenho
Mansa
Vermelha da Cidade
Enseada
Maranduba
Vermelha do Norte
Fazenda
Matarazzo
Vermelha do Sul

 

 


Os donos da terra e a Paz de Iperoig.
Os primeiros habitantes do litoral norte de São Paulo onde se encontra Ubatuba, que pertencia na época da colonização à Capitania de São Vicente, doada por D. João III a Martim Afonso de Souza, foram os índios tupinambás. Juntamente com os tupiniquins (situados ao sul) e os guaianazes (habitantes do planalto) formavam a nação Tamoia, em tupi "os donos da terra". O nomadismo fazia parte da cultura indigena e entre os grupos havia relações cordiais e convivência pacífica. A chegada do europeu no século XVI e a tentativa de escravização dos indígenas gerou conflito entre eles, provocados pelos invasores.
O primeiro europeu a chegar em Ubatuba foi o aventureiro alemão Hans Staden, que servira como artilheiro no forte de Bertioga e ao ser aprisionado pelos tupinambás permaneceu cativo em Ubatuba por vários meses. Após o seu resgate por um navio francês, Staden retornou ao seu país e relatou a sua experiência no livro "Duas viagens ao Brasil".
Instigados pelos franceses, os tamoios confederados sob a liçenca de chefe Cunhambebe, em confronto com os portugueses, punham em risco os incipientes núcleos de colonização de São Paulo e São Vicente, o que levou os Jesuitas manoel de Nóbrega e José de Anchieta a visitar a aldeia de Ipregoig em missão pacificadora.
Anchieta permaneceu como refém dos índios em Ubatuba enquanto Nóbrega negociava em São Paulo o armistício, periodo em que escreveu na areia da praia so 5.732 versos de seu poema a Virgem. A Paz de Iperoig foi selada em 14 de setembro de 1563 e à expulsão dos franceses segui-se a fundação da cidade do Rio de Janeiro.

O povoamento.
De 1600 a 1750 a presença da população branca é pequena e a agricultura de subsistência predomina; o trecho entre Santos e o Rio de Janeiro é intencionalmente ocupado por iniciativa do governo para garantir aposse da região. A cultura caiçara resulta do cruzamento da cultura indígena com a dos colonizadores inicialmente; os povoados surgem em fundo de baía, sendo as ilhas mais ocupadas que o continente. Nos inícios do século XVII Iperoig despertou a atenção do governador do Rio de Janeiro , que enviara Jordão Homem de Costa para fundar com sua família e agregados um núcleo, onde se ergueu uma capela dedicada à Santa Cruz do Salvador. A antiga aldeia de Iperoig foi elevada à categoria de Vila em 28 de outubro de 1637, sob o nome de Vila Nova da Exaltação da Santa Cruz de Salvador de Ubatuba.

O ciclo da cana e o ouro de Minas.
Na segunda metade do século XVII, a exploração do ouro em Minas gerais vai mudando a história do Sudeste. Cada espaço geográfico se especializa para atender ao consumo de Minas; ao sudeste litorâneo caberia produzir aaguardente e o açucar, gerando também outros cultivos de apoio. Nesse período existiram em Ubatuba 19 fazendas-engenhos, produzia-se também anil e fumo para serem trocados por escravos na África. A produção de pesca é intensa(em parte voltada para o mercado mineiro), sobretudo a taínha no inverno e a população chega a 2.000 pessoas, excluídos os negros escravos. De Minas vinha o ouro trazido por tropeiros para embarque em seu porto e a ele chegavam as mercadorias européias que atendiam ao luxo dos senhores coloniais de São Paulo e Minas Gerais.

O ciclo do café e a prosperidade.
Em 1787 o presidente da Província de São Paulo decreta que todas as mercadorias da capitania deveriam ser embarcadas por Santos(Édito de lorena), medida que ocasionou a decadência da economia da cana e do porto de Ubatuba. A situação só iria melhorar com a abertura dos portos em 1808 e o comércio ganharia novo impulso com o cultivo do café no município e no Vale do Paraíba, que tornou-se economicamente próspero na segunda metade do século. Ubatuba passa aser o porto exporatdor da região cafeeira, chegando a receber anualmente cerca de 600 navios transatlânticos. Pela "rota do café" entraram nesse perído áureo mais de 70 mil escravos.
A Vila de Ubatuba passa em 1855 à categoria de cidade. O urbanismo alcança o município, são criados o cemitério, novas igrejas, um teatro, água encanada, mecador municipal e residências para abrigar a elite local. Ubatuba constava entre os municípios de maior renda da província, tendorecebido através de seu porto a primeira máquina de tecelagem do Estado, destinada a Taubaté. Nela circulavam viajantes, negociantes, tropeiros e aventureiros, companhias de teatro e ópera; havia festas e bailes nos solares e o Ateneu Ubatubense dispunha de biblioteca de mais de 5000 volumes doada pelo Imperador D. Pedro II.
O cultivo do café traz modificações profundas na paisagem física e urbana de Ubatuba: as áreas planas crescem de valor e são devastadas ; a demanda por construções mais complexas (embarcações, casas e mobiliário, carros de boi) vai ocasionando o fim da madeira de lei e aumenta a população negra. Em 1836 a população negra supera a branca e ocorrem revoltas nas fazendas de café, que chegaram a ter cerca de 12.000 escravos. A partir de 1870, antecipando-se ã deflagração da guerra franco-prussiana, dezenas de famílias nobres francesas instalaram-se em Ubatuba, comprando grandes extensões de terras e organizando fazendas onde se cultivou o café, fumo, cana-de-açucar, frutas tropicais e especiarias. também montaram olarias e mansões senhoriais.

O fim da "rota do café".
Com a marcha do café para o Oeste do estado de São Paulo e a construção de ligações ferroviárias entre São Paulo e Rio de Janeiro e São Paulo e Santos, a antiga estrada da "rota do café"que ligava o sul de Minas ao porto de Ubatuba perdeu importância. As famílias de posses migraram e as terras perderam o valor, permanecendo as populações pobres. Tentativas foram feitas para refrear a decadência da cidade e de seu porto, com a construção não-concluída de uma estrada de ferro ligando Ubatuba a Taubaté.

O ressurgimento econômico com o turismo.
Somente a partir de 1933 ocorreu um certo ressurgimento econômico no município liugado ao turismo, com a abertura de estrada de rodagem entre Ubatuba e São Luiz do Paraitinga. O avanço turístico aumentou ao abrir-se a estrada ligando caraguatatuba a Ubatuba em 1954 e na década de 70 com a construção da rodovia Rio-Santos (Br101), criando novas perspectivas ecônomicas para o município com o desenvolvimento da nova atividade.


Ruinas da Lagoinha.


 

ECOTURISMO

TRILHA DO CORCOVADO
Parti do bairro do Corcovado, nas proximidades da praia Dura e vai até o morro do Corcovado, a trilha é pesada, com escaladas, por isso é importante a contratação de um guia de ecoturismo.
TRILHA DO CORISCO
Percorre o Parque Estadual da serra do Mar e o Parque Estadual da Serra da Bocaina, é de nível pesado, com aclives freqüentes,sendo importante a contratação de um guia de Ecoturismo.
 TRILHA DAS SETE FONTES – GRUTA DO PIRATA
Passeio com duas opções: a primeira é por trilha que passa por belas praias tendo um visual; a outra opção é a saída de barco da praia do Lázaro para a praia das Sete Fontes. A trilha é de classificação moderada e requer uma gua de ecoturismo.
TRILHA DAS CACHOEIRAS DE UBATUMIRIM
Trilha pelo sertão de Ubatumirim, bairro típico de moradores, em seus recortes de serra, os rios formam várias cachoeiras e poços. Trilha fácil, com menos de 1 hora de duração.

Trilhas no Parque Estadual da Ilha Anchieta
TRILHA DO SACO GRANDE
Caminhada que começa na praia do Presídio percorre área de estudos e pesquisas e segue em direção a um antigo quartel onde foram mortos soldados e civis na rebelião de 1952. A trilha é considerada leve e é obrigatória a contratação de um guia do Parque.
TRILHA DA PRAIA DO SUL
Caminho utilizado antigamente pelos moradores da região, trilha considerada leve. Obrigatória a contratação de um guia do Parque.

Trilhas no Parque Estadual da Serra do Mar
TRILHA JATOBÁ POÇO DA RASA
Está localizada no sertão da praia da Fazenda, sede do Núcleo Picinguaba do PESM. Obrigatória a contratação de um guia.
TRILHA DA PRAIA BRAVA DA ALMADA
Liga o canto da Paciência, na praia da Fazenda, à praia da Brava da Almada, atravessa vários cursos de água e trechos íngremes e escorregadiosÉ moderada e com aclives, sugerimos a contratação de um guia.
Cachoeiras
CACHOEIRA DO PÉ DA SERRA
SP 125 – Rodovia Oswaldo Cruz. Distante 9 km do centro de Ubatuba.
CACHOEIRA DOS MACACOS
No Bairro do Horto Florestal, a 7 km do centro da cidade no sentido Taubaté, pela SP 125 - Rodovia Oswaldo Cruz.
CACHOEIRA DA ESCADA
Rodovia Rio-Santos, na divisa de Rio de Janeiro/São Paulo (Ubatuba/Paraty), a 47 km do centro da cidade, fica à beira do Km 03 da BR 101.
CACHOEIRA DO ESPELHO
km 20 da BR 101 da Rodovia Rio-Santos.
CACHOEIRA DO PROMIRIM
Rodovia SP 125- Oswaldo Cruz, sentido Taubaté, no bairro Ipiranguinha. A 7 km do centro da cidade.

 

O que visitar em Ubatuba

RUÍNAS DA PRIMEIRA FÁBRICA DE VIDROS DO BRASIL
Distante a 25 km do centro da cidade, pela Rodovia Ubatuba - Caraguatatuba, no Bairro da Lagoinha, do lado esquerdo da pista.

RUINAS DA LAGOINHA
Situada no bairro da Lagoinha, com a entrada na Rodovia Rio-Santos sentido Caraguatatuba, km 72. Ruínas em pedra e cal da fazenda Bom Retiro, construída por volta do século XIX. Tombada pelo CONDEPHAAT.

SÍTIO SANTA CRUZ
O Sítio possui uma área que promove o lazer, entretenimento e esportes de aventuras, instrutores de esportes radicais e monitores ambientais.Localiza-se no bairro do Sertão da Quina, entrada pela Maranduba.

GRUTA QUE CHORA
Situada na praia da Sununga, o acesso é feito pela Rod. Rio-Santos na altura da praia do Lázaro. Suas paredes são de segmentos vulcânicos e quando são emitidos sons em seu interior, as paredes vibram fazendo com a quantidade de água nascente que passa por cima da gruta caia do teto.

PÍER DO SACO DA RIBEIRA
Local de várias marinas e atracadouros, saídas de lanchas e Escunas que oferecem passeios turísticos.

FAROL DA PONTA GROSSA
Local de linda vista, estrada de terra com alguns pontos de asfalto liga a praia Vermelha do Sul, ao Farol da Ponta Grossa que ainda funciona.

PATIEIRO
Nome devido a um tipo de palmeira chamada Pati abundante no local.Fica do lado esquerdo da estrada da Ponta Grossa, local bom para a pesca, e bom para a prática de surf na maré baixa com ondulação de leste formando ondas de 1,5m até 4m.

AQUARIO DE UBATUBA
São mais de 70 espécies de animais marinhos, localiza-se no Itaguá.

SERPENTÁRIO
Exposição onde se pode observar as principais serpentes brasileiras, como a cascavel, urutu, coral, caninana, jararaca entre outras. Localiza-se no Itaguá.

PROJETO TAMAR
Desenvolvem um programa de proteção às espécies de tartarugas em extinção Possui uma base no Itaguá com exemplares, painéis fotográficos, biblioteca para consulta e ainda o Museu Caiçara.

INSTITUTO DE PESCA
Desenvolve, desde 1976, pesquisas em multicultura. O atendimento é das 8:00 horas as 17:00 horas, na Base de Pesquisa do Litoral Norte. Estrada do Cais do Porto nº. 2275

CAIS DO PORTO
Ponto de desembarque do pescado, localizado no canto sul da Baia do Itaguá.

PRAÇA DO CRUZEIRO
Localizada no centro da cidade, onde o Padre José de Anchieta escreveu o “Poema à Virgem”, ali se encontra também a Cruz da Paz de Iperoig, que simboliza o tratado de Paz firmado no Brasil entre portugueses e Tamoios em 1563.

CÂMARA MUNICIPAL
Localizada na Av. Iperoig no Centro de Ubatuba é uma construção do século XIX, antiga residência de Thomaz Galhardo, autor da primeira cartilha de alfabetização do Brasil.

PRÉDIO DA CADEIA VELHA E CASA DA CULTURA CAIÇARA
Atual Casa da Cultura Caiçara e Museu Washington de Oliveira. Localizado na Praça Nóbrega – Centro

PRÉDIO DO POSTO DE PUERICULTURA
Inaugurado em 1949 pelo grande e saudoso comunicador Assis Chateaubriant, hoje é a sede da Companhia Municipal de Turismo de Ubatuba – COMTUR.

IGREJA DA EXALTAÇÃO A SANTA CRUZ
Construída na 2ª metade do século XVIII, localiza-se na Praça Exaltação Santa Cruz, no Centro de Ubatuba.

PRAÇA PAZ DE IPEROIG
Localizada no centro do município onde existe uma imagem da Nossa Senhora da Paz de Iperoig, abençoada pelo Papa João XXIII, como parte das comemorações do IV Centenário da Paz de Iperoig, em 14 de setembro de 1963.

CASARÃO DO PORTO
Concluído em 1846, tombado pelo patrimônio histórico. Hoje é sede da FUNDAÇÃO DE ARTE E CULTURA DE UBATUBA. Está localizada no Centro de Ubatuba à Rua Dr. Felix Guisard.

MERCADO MUNICIPAL DE PESCADOS
Fica no centro da cidade e tem uma estrutura que abriga cerca de 60 pescadores artesanais e alguns comerciantes.

IMAGEM DE SÃO PEDRO PESCADOR
Localizado no morro da Prainha do Matarazzo no centro do município, é uma homenagem ao santo padroeiro dos pescadores.

ESTRADA DO MONTE VALÉRIO
Estrada secundária que liga a rodovia SP 125 - Rod. Oswaldo Cruz, em frente à Subestação da CESP e vai até o bairro do Rio Escuro próximo a praia Dura, boa opção para fugir do tráfego na temporada.

ROTA DA CASANGA
Estrada secundária que sai do trevo do Perequê-Açu e vai até o bairro de Itamambuca, onde vivem artesãos que produzem peças de entalhes em madeira, gamelas, animais da natureza e outras belas peças.

BELVEDERE DA PRAIA DO FÉLIX
É um ponto na estrada onde se tem uma vista panorâmica da mata Atlântica que se funde no imenso azul do oceano, tendo visão de várias praias e ilhas. Localizado no km 33 da Rodovia Rio-Santos, na Praia do Félix.

PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO MAR – NÚCLEO PICINGUABA
Unidade de conservação que tem como objetivo principal proteger os ecossistemas costeiros representativos da mata Atlântica, dentro de seus limites estão as praias : Brava da Almada, Fazenda, Picinguaba, Brava do Camburi e Camburi e 3 (três) agrupamentos caiçaras. Possui um Centro de Apoio a pesquisa e a educação ambiental, voltado para a população local, estudantes , visitantes e pesquisadores. A sede é situada na praia da Fazenda, Rodovia Rio Santos.

RUINAS DO ANTIGO ENGENHO/ CASA DA FARINHA
Situada às margens na Rodovia Rio-Santos sentido Paraty no km 19 com a estrada à esquerda.